BLOG: Porque desisto e talvez você também

Outro dia parei para pensar na minha trajetória com o Blender. A primeira vez que ouvi falar dele foi em 2008, quando meu irmão, ainda na faculdade, me deu a notícia de que havia um software gratuito para fazer todas aquelas coisas que nós gostávamos: Animação, modelos pra jogos, etc… Naquela noite, baixamos o Blender, giramos o cubo por alguns momentos, procuramos o que fazer e desistimos em menos de 2 horas. No ano seguinte, iniciei a pós-graduação em “Animação 3D e jogos digitais” pela PUC e, para minha surpresa, o Blender seria o software a ser utilizado. Foi assim durante todo o curso.

Desde então, tenho percorrido tutoriais, vídeos, treinamentos, testes, podcasts… e sempre desisto. Fico algum tempo sem sequer abrir o Blender e depois de algum tempo: retorno e percorro tutoriais, vídeos, treinamentos, testes, podcasts… E ai, pergunto-me: Por que desisto ou por que desistimos?

Não sei em relação à você, mas sempre que percorri todos estes caminhos, sempre vi e vejo trabalhos muito melhores do que os meus! Vejo iluminações fantásticas; composições perfeitas; modelos detalhados e texturas perfeitamente encaixadas e, então, desisto: simplesmente desisto. Desisto porque vejo naquele momento que eu estou muito longe de chegar à um nível até mediano; desisto porque não tenho os conhecimentos multidisciplinares necessários e fecho o Blender e desisto e sigo em frente…

Porém, a questão não está no que os outros podem fazer. A questão está no caminho que eu (ou nós) estou (ou estamos) percorrendo! Acredite! Não se trata de ser o melhor (não mesmo!). Trata-se do que eu ou você ou nós estamos revelando através de nossa arte. E, sinceramente, acredito que os melhores não são os que modelam, texturizam, compõem as mais tecnicamente perfeitas cenas, mas aqueles que acrescentam algo, de fato.

Por que olhar para o oceano inteiro se as ondas mais próximas são tudo o que precisamos nos preocupar para nosso barco não virar? O que você acha de focar somente em um projeto e neste projeto você aprender o que for preciso para entregá-lo como você o pensou, sonhou, planejou? Não como aquele artista faria, mas como você faria.

Eu desistia, porque comparava meu conhecimento limitado ao conhecimento dos maiores mentores de Blender do mundo. Quer saber? Não desisto mais, porque não comparo mais o que sei com o que há disponível para se saber no mundo. Comparo sim meu progresso com o progresso que tinha alcançado ontem e fecho meus olhos para a mansidão infinita de possibilidades. Meu projeto é meu foco e o caminho para alcança-lo é cheio de desafios, mas desafios que consigo alcançar e concluir. O que acha de pensar assim também?

Leo Blender Toon

 

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